Amazonas lidera apreensão de maconha na Amazônia após instalação de bases fluviais integradas e amplia ações de segurança

Amazonas ampliou apreensões de maconha e cocaína desde 2019, com impacto ligado à implementação de Bases Fluviais Integradas.

O Estado do Amazonas registrou aumento nas apreensões de entorpecentes, principalmente de maconha e cocaína, entre 2019 e 2025. Segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, por meio da Cartografia da Amazônia, o crescimento das apreensões coincide com a instalação das Bases Fluviais Integradas, inauguradas a partir de 2020 no rio Solimões. As operações envolveram forças de segurança estaduais e federais e ocorreram em diferentes trechos da Amazônia Legal.

Apreensões entre 2019 e 2024

De acordo com a análise do FBSP, entre 2019 e 2024 o Amazonas apreendeu 34.987,4 toneladas de cocaína, ficando em segundo lugar entre os estados da Amazônia, atrás apenas do Mato Grosso. Em 2024, os dois estados juntos concentraram mais de 80% da cocaína apreendida na região.

No mesmo período, as Forças de Segurança do Amazonas recolheram mais de 122 toneladas de maconha, o que colocou o estado na liderança das apreensões desse entorpecente entre os nove estados da Amazônia Legal.

Estrutura e investimentos nas bases fluviais

O Governo do Amazonas instalou a Base Arpão em 2020 como parte do Programa Amazonas mais Seguro, visando o enfrentamento ao narcotráfico e aos crimes ambientais nas calhas dos rios Solimões. Atualmente operam quatro unidades: Arpão 2 e Arpão 3, além das bases Paulo Pinto Nery e Tiradentes, empregadas nas proximidades de Coari, Barcelos, na Região do Baixo Amazonas e no Alto Solimões. A Arpão 1 encontra-se em manutenção.

Desde 2020, os investimentos nas unidades fluviais totalizam R$160 milhões. Conforme o levantamento, desde o lançamento até o mês de outubro as bases causaram mais de R$ 780 milhões em prejuízos ao crime, incluindo apreensões, prisões e bens recolhidos.

Resultados operacionais e números consolidados

No período analisado foram apreendidas 20,7 toneladas de entorpecentes, realizadas 604 prisões, apreendidas cerca de 4 mil munições e 175 armas de fogo. As operações também recolheram 15,4 milhões de litros de combustível, 113 mil quilos de carne de animais silvestres e pescado, mais de R$ 3,9 milhões em minérios e 148 embarcações, entre outros materiais.

Segundo dados da SSP-AM, entre janeiro e outubro de 2025 as operações nas bases fluviais resultaram em mais de R$ 190 milhões em prejuízos ao crime. Nesse período foram apreendidas mais de 2,6 toneladas de entorpecentes, 19 embarcações e 7,2 milhões de litros de combustível. Também foram realizadas 120 prisões e recolhidos R$ 25,9 mil em espécie.

No enfrentamento aos crimes ambientais, as ações de 2025 recolheram 4,2 toneladas de pescado ilegal e 3,5 mil metros cúbicos de minérios.

Apoios logísticos e equipamentos

Além das bases, o governo estadual adquiriu lanchas blindadas, equipamentos que não existiam no estado antes de 2019, e reforçou armamentos de grosso calibre, incluindo fuzis e metralhadoras. As unidades reúnem efetivo integrado da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento de Polícia Técnico-Científica e Força Nacional.

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